Matando um dragão por dia
Ser no mundo.
Uma camiseta não muda o seu dia.
Mas acompanha ele inteiro — e isso muda alguma coisa.
Veste com você.
Serigrafia puxada à mão, uma cor de cada vez. O tipo de coisa que você percebe no toque antes de entender por quê.
Cada camisa passa pela mesa de serigrafia. Nenhuma sai exatamente igual à outra.
Algodão penteado, tinta que não craquela na terceira lavagem.
Tiragem curta, de propósito. Quando acaba, acaba.
A gente olha pro Brasil que ninguém finge ver.
Caminhos abertos.
Serigrafia em quatro cores sobre algodão cru. Desenhada aqui, puxada à mão, uma camada de cada vez.
Letra de rua,
pintada à mão.
Tipografia de circo, de cartaz, de caminhão. A que o Brasil escreve quando ninguém tá mandando.
Armadura urbana.
Jorge enfrenta o dragão de fora — boleto, trânsito, cansaço — e o de dentro, que acorda antes do despertador.
Ele volta todo dia.
Você também.
Coragem não é não ter medo. É abrir passagem com ele do lado.
“Facas e lanças se quebram sem o meu corpo tocar.”
Escrita na moldura, como se escreve atrás do caminhão: com fé e capricho.
Quando acaba, acaba.
Jorge enfrenta o dragão. O bem-te-vi enfrenta bicho maior que ele. Todo santo dia. É disso que essa camiseta é feita.
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